
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Fim de feira...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O caso Tardelli continua...

Venha com a gente, Belluzzo Presidente

Campanha, entre outros, do Nação Palmeiras, do Fernando Kamers. Lá consta uma lista dos blogs que já aderiram.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O veto à ditadura
Em assembléia realizada no sábado, falhou a segunda tentativa do Presidente do Palmeiras, Affonso Della Monica(foto acima), de prorrogar o seu segundo mandato. Em outubro, o presidente obteve a mesma resposta do Conselho Deliberativo. Como já está no segundo mandato, Della Monica deveria escolher o canditado da situação para concorrer nas eleições de janeiro próximo, contra o canditado da oposição, Roberto Frizzo, o mesmo candidato que foi derrotado em 2007, por uma diferença mínima de 32 votos. Porém, nesta tentativa desesperada de permanecer no poder, o atual mandatário permitiu que a oposição tivesse mais tempo para se organizar, e, hoje, Frizzo aparece como o favorito para a sucessão. Este veto foi uma decisão acertada dos sócios, pois poderia ter sido instituída uma nova ditadura, depois de 12 anos com Mustafá Contursi no comando do clube(1993 - 2005), época em que o Palmeiras teve grandes times com a parceria construída com a Parmalat, parceria esta realizada pelo seu antecessor, Carlos Facchina. Porém, foi também em seu mandato que o Palmeiras sofreu a pior fase de sua história: o rebaixamento para a série B em 2002.Na verdade, a demora do atual presidente em tomar uma decisão foi por conta do racha que existe na atual base de apoio. Em 2005, após 12 anos de ditadura de Mustafá Contursi, Della Monica, o vice de Mustafá na época, assume a presidência do Palmeiras. Na oposição existia um grupo chamado Muda Palmeiras, que fazia forte campanha contra a ditadura de Mustafá desde de 1996. Um ano após assumir, Della Monica rompe com Mustafá, e passa a contar com o apoio de um novo grupo, que tinha como principais nomes Salvador Hugo Palaia e José Cirillo. No final do seu primeiro mandato, em 2006, Della Monica estava isolado, e perdeu muito prestígio com o time rondando a zona de rebaixamento. Para conseguir o segundo mandato, Della Monica aceita um acordo eleitoral com o grupo Muda Palmeiras, acordo onde ele daria o controle do departamento de futebol do clube a nomes do Muda Palmeiras, como Gilberto Cipullo e Serafim Del Grande. Com o acordo, Della Monica consegue seu segundo mandato, porém, fica com sua base rachada em dois grupos distintos. Com a aproximação da eleição de 2009, ele percebe que a indicação de um canditato da situação se torna uma difícil escolha. Se ele escolhesse alguém do grupo que o apoiou no primeiro mandato, perderia o apoio do forte grupo Muda Palmeiras. E vice versa. Qualquer canditato que ele escolha para sua sucessão deve perder votos para alguém de sua própria base, e facilitar a ascenção da oposição. Sem saber como resolver esta situação, Della Monica tentou desesperadamente estender em um ano o seu mandato, para, no ano que vem, tentar unir sua base em torno de um canditado único.
A desculpa é boa, mas não cola. Se Della Monica nesses dois anos em que esteve no comando não demonstrou a habilidade política para unir seus aliados, não é um ano a mais que faria alguma diferença. Além disso, o processo democrático deve sempre prevalecer. A manutenção do poder deve ser realizada de forma natural, pela habilidade de negociação do mandatário, fazendo sempre eleger o seu sucessor de confiança. Porém, a falta de habilidade política de Della Monica foi claramente demonstrada no processo eleitoral deste ano. Roberto Frizzo deverá ser o novo presidente alviverde, salvo algum milagre aconteça. Ele é tachado como o "canditado do Mustafá", porém, em entrevista ao repórter Paulo Vinicius Coelho(leia em seu blog), ele deixou bem claro que é canditado pelo Palmeiras e por mais ninguém. Ele frisa que o apoio de Mustafá é bem recebido, mas em diversas oportunidades dentro de sua vida no Palmeiras ele e Mustafá estiveram em lados opostos.
Vamos torcer pra que este processo eleitoral termine sem maiores repercussões e que seja montada uma equipe forte, para suprir uma grande torcida que está carente de títulos. Ano que vem, fazem 10 anos da maior conquista do clube: a taça Libertadores da América. Quem sabe o presente não possa ser o segundo título?
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A mancha do campeonato
O Campeonato Brasileiro deste ano foi sensacional. Emocionante até a última rodada, quando o São Paulo sagrou-se campeão. Um campeonato que poderia ter sido perfeito não fosse um detalhe: a notícia de uma tentativa de suborno do árbitro Wagner Tardelli, que apitaria o jogo final entre Goiás e São Paulo, no Bezerrão. Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol(FPF), disse que, apesar da denúncia feita por ele, o título do São Paulo não ficará manchado. Quanto a isso, eu concordo plenamente. O título é indicutível e inquestionável. O que fica manchada é a credibilidade da FPF diante da torcida e dos próprios clubes.Digo isso, porque a denúncia foi feita de forma leviana, num momento equivocado e importante da competição. A denúncia constava que, uma suposta secretária do São Paulo teria ligado para uma secretária da FPF, falando sobre um suposto envelope que deveria ser entregue ao árbitro Wagner Tardelli. O conteúdo do envelope é um mistério: a princípio seriam ingressos para o show da Madonna no Morumbi, depois foi dito que haveria dinheiro no envelope. Bom, como o próprio envelope jamais apareceu, não dá pra saber qual seria seu conteúdo. O problema é que esta denúcia não faz o menor sentido! São vários os pontos a se questionar:
1) Por que o São Paulo, com uma diretoria tão competente e inteligente, elogiada até pelos adversários, faria uma patetice dessas, de tentar subornar um árbitro através de outro órgão, neste caso, a FPF, ao invés de procurar o árbitro diretamente?
2) O show da Madonna será somente no dia 18. Por que a diretoria tricolor iria se expor de forma tão amadora, enviando os supostos ingressos justamente antes da final, se poderia fazer isso nesta semana que estamos, quando o barulho seria bem menor?
3) Ainda que isto seja verdade, del Nero foi precipitado ao fazer a denúncia antes de ter o tal envelope em mãos, o que daria muito mais credibilidade às suas palavras. Por que ele não esperou a chegada do tal envelope?
Deixo claro aqui que não sou nenhum fã do Wagner Tardelli. Na minha opinião ele é um árbitro mediano, que costuma se atrapalhar em alguns lances relativamente fáceis. Mas isso por que ele é ruim, e não desonesto. Afirmar que um árbitro está recebendo propina para alterar resultados de jogos, é uma denúncia séria demais pra ser feita da forma como del Nero procedeu. Pra manchar a reputação de uma pessoa, como ele fez com a reputação pessoal do árbitro Wagner Tardelli, é preciso ter provas físicas inquestionáveis. Agindo desta forma, o cartola pode ter acabado com a carreira do árbitro. Em uma entrevista coletiva, del Nero se justificou dizendo que fez o que achava certo, pelo bem do campeonato. Porém, nesta mesma entrevista, admitiu que a ligação poderia até mesmo ser um trote. Um trote?
Um trote foi o que ele aprontou pra cima do Tardelli, que perdeu uma oportunidade de apitar um jogo muito importante, uma final, e ficou com sua carreira e reputação pessoal manchadas pro resto de sua vida. Uma palhaçada sem tamanho de uma entidade que, na minha opinião, deveria ser extinta. Todas as federações estaduais apenas atrapalham o andamento do futebol no Brasil. Segundo o sensacional blog do Juca Kfouri, o campeonato paulista é "um campeonato que sobrevive apenas para que sobrevivam as inúteis federações estaduais e que sobrevivem apenas para reeleger seus cartolas e o cartolão maior da CBF". Aplausos ao Juca!
Quanto a nós, amantes do futebol, resta apenas ver qual será o sabor da pizza que terminará com este episódio lamentável. Porque, com o Hexa tricolor e Ronaldo no Timão, o pobre Tardelli ficou pra escanteio. E o assunto será esquecido, os culpados sairão ilesos.
Porém, sempre que Wagner Tardelli for escalado para um jogo, o torcedor vai lembrar do episódio. Esta marca ficará pra sempre.
Uma triste realidade no país do futebol e da impunidade.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Ronaldo no Timão II - O outro lado
Um assunto deste porte merece um segundo post.O presidente do Flamengo, Marcio Braga(na foto acima), reclama da falta de elegência e educação de Ronaldo. Segundo o presidente, o Flamengo já estaria apalavrado com o empresário de Ronaldo, com quem teria almoçado três vezes para combinar o possível retorno do fenômeno aos gramados. Ainda segundo o presidente, o Flamengo apenas não propôs um contrato com o ídolo, para não pressioná-lo em um momento final de recuperação física. Braga comentou que o contrato colocaria um pressão extra em Ronaldo em momento delicado de sua recuperação. O fato de Ronaldo ter assinado com o Timão, sem sequer avisar o Flamengo sobre a existência de uma proposta, seria uma traição à forma como ele foi bem recepcionado no Fla, segundo a visão de Braga.
Porém, na minha opinião, Ronaldo é um profissional, e que deve sempre procurar o melhor para a sua carreira. Se o Flamengo estava relutante em assinar um contrato, o Ronaldo está mais do que certo em procurar quem o queira de imediato. O Flamengo foi incompetente ao perder um atleta com a visibilidade que proporciona Ronaldo. Se havia desconfiança, ao Flamengo cabia oferecer um contrato nos moldes que o Palmeiras fez com Denílson e Roque Júnior: um contrato de produtividade, onde a remuneração do atleta é proporcional aos jogos em que ele estiver disponível. A inépcia e incompetência do Flamengo, demonstradas claramente neste episódio, contrastam com a agilidade e esperteza da diretoria corinthiana, que, com este belo marketing, consegue o passaporte para a reeleição do presidente Andrés Sanches.
Ainda sobre o assunto, J. Hawilla(na foto à esquerda), dono da Traffic, parceira do Palmeiras, fez duras críticas à diretoria conrinthiana. Segundo a Gazeta Esportiva, Hawilla disse: 'O Corinthians é um clube que está prestes a completar seu centenário, mas não tem um centro de treinamentos ou um estádio próprio. Para mim, isso é um sinônimo claro de incompetência administrativa'. Ainda que ele tenha razão, afinal, a inexistência de um estádio corinthiano já é, de longa data, motivo de chacota dos rivais, a vinda de Ronaldo pode mudar este cenário. A associação do clube com um nome como o de Ronaldo, pode trazer parcerias que consigam realizar este antigo sonho alvinegro. Além do mais, a falta de estrutura do timão é fruto ainda de uma antiga ditadura que realmente era incompetente. Esta nova diretoria mostra competência e seriedade no trabalho. A contratação do técnico Mano Menezes, a formação de um bom elenco e a campanha impecável na Série B deste ano são provas irrefutáveis do trabalho bem realizado.Ao Flamengo, agora resta chorar, e disparar bravatas sem fundamento, como a do presidente Braga prometendo a chegada de Adriano, ex-São Paulo e atualmente na Internazionale de Milano. Ou então, esta é ainda pior, de cobrar os almoços que teve com o empresário de Ronaldo, Fabiano Farah. Atitudes pequenas, ridículas e que apenas nos mostram porque o Ronaldo preferiu assinar com outro clube.
Ronaldo no Timão

